Alzheimer

Movimento é memória: como o estilo de vida pode proteger seu cérebro do Alzheimer

Algumas mudanças simples no dia a dia podem ajudar a proteger o cérebro contra o Alzheimer. Essa forma de demência afeta milhões de pessoas no mundo e causa perda de memória, dificuldade de raciocínio e alterações no comportamento. Embora não exista cura, diversas pesquisas mostram que hábitos saudáveis, especialmente a prática regular de atividade física, podem reduzir o risco de desenvolver a doença.

O que é o Alzheimer?

O Alzheimer é uma doença degenerativa do cérebro, que se manifesta principalmente em pessoas idosas. Ela compromete áreas cerebrais ligadas à memória, capacidade de comunicação e tomada de decisões. Com o envelhecimento da população, o número de casos tende a aumentar, o que reforça a importância da prevenção.

Atualmente, os cientistas reconhecem que o Alzheimer não é uma consequência inevitável do envelhecimento. Existem fatores modificáveis que aumentam ou reduzem o risco da doença, e o estilo de vida é um dos principais.

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Casal exercitando a mente montando quebra cabeça

A importância do movimento

Um estudo recente com idosos nos Estados Unidos demonstrou que pessoas que se movimentam mais ao longo do dia apresentam menor declínio cognitivo. E não estamos falando apenas de academia ou esportes: tarefas simples como caminhar, cuidar do jardim ou dançar já são suficientes para manter o corpo ativo e o cérebro em alerta.

Quanto mais tempo passamos em movimento e menos tempo ficamos sentados, melhor para a nossa cognição. Participantes que apresentavam maior quantidade de atividade física e menor tempo sedentário tiveram menores perdas em memória, atenção e raciocínio ao longo dos anos.

Além disso, o estudo reforçou que manter uma rotina com períodos contínuos de atividade, sem interrupções, parece ser mais benéfico para o cérebro do que se movimentar de forma esporádica ou fragmentada.

Como o exercício protege o cérebro do Alzheimer?

Movimentar-se exige planejamento, tomada de decisões e coordenação motora. Tudo isso ativa redes neurais que também são usadas para outras funções cognitivas. Além disso, a atividade física reduz inflamação, melhora a circulação cerebral e estimula a liberação de substâncias que favorecem a neuroplasticidade, que é a capacidade do cérebro de se adaptar e se regenerar.

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Mulher praticando corrida durante o dia com fones de uvido

Estilo de vida e prevenção do Alzheimer

Outros fatores também contribuem para a prevenção do Alzheimer, como alimentação equilibrada, controle do estresse, sono de qualidade e interação social. Pesquisadores chilenos, por exemplo, destacam que a combinação de exercícios com uma dieta rica em vegetais, o convívio social e práticas como meditação ou tai chi formam uma abordagem poderosa para o envelhecimento saudável.

Já os medicamentos, embora úteis para aliviar sintomas, não têm efeito comprovado na prevenção da doença. Além disso, pessoas com Alzheimer podem ter dificuldade em seguir os tratamentos corretamente. Por isso, tratamentos que não envolvam medicações ganham cada vez mais espaço como estratégias eficazes para retardar o aparecimento da doença.

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Mulher com roupa e acessórios que remetem a exercício em um parque ensolarado

O que você pode começar a fazer hoje?

  • Caminhe mais: evite o carro para pequenas distâncias.
  • Reduza o tempo sentado: levante-se, alongue-se e caminhe um pouco a cada hora.
  • Alimente-se bem: frutas, vegetais e alimentos naturais são aliados do cérebro.
  • Cuide do sono: dormir bem é essencial para fixar memórias e eliminar resíduos metabólicos.
  • Cultive relações sociais: Conversar, rir, interagir com outras pessoas estimula seu cérebro.

A ciência é clara: o Alzheimer pode ser adiado e até evitado com escolhas cotidianas. E entre essas escolhas, manter-se ativo é uma das mais importantes. Cuidar da mente começa com o corpo em movimento.

Pablo Nascimento

Especialista em ginecologia e obstetrícia pela FEBRASGO, com qualificação em Patologia do Trato Genital Inferior, pós graduação em Sexualidade Humana pela SBRASH e Mestrado em Ciências da Saúde pela Santa Casa de São Paulo.
Professora de graduação na Faculdade Santa Marcelina, área da saúde da mulher e medicina sexual.
Preceptora da Residência Médica de Ginecologia do Hospital Santa Marcelina

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